A Cia Arte das Águas, de Ibirá (SP), estreia o espetáculo de rua Migalhas e Misérias em Mi Menor: Um Musical Mentiroso, em que mergulha no universo da dupla Tião Carreiro e Pardinho e da música sertaneja raiz para confrontar passado e presente em uma farsa poética sobre sobrevivência.
A produção faz sessão gratuita em Ibirá dia 26 de maio, terça-feira, às 19h30, na Praça da Prefeitura, com acessibilidade em Libras. A apresentação conta com apoio da Prefeitura Municipal. Após a sessão, haverá bate-papo entre artistas e público sobre o processo de criação. Também no dia 26, o grupo oferece a vivência gratuita “Música caipira: a tradição sertaneja”, às 9h30, em sua sede.
As ações fazem parte do Projeto Tião Carreiro e Pardinho, os Musicais, realizado por meio do Edital Fomento CultSP PNAB nº 22/2024 – Produção e Temporada de Espetáculo de Teatro Inédito, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo e do Ministério da Cultura, do Governo Federal. Ao todo, 10 cidades paulistas recebem ações do projeto até 6 de junho.
Migalhas e Misérias em Mi Menor apresenta cinco palhaços à margem da sorte, entre modas de viola e a espera por um patrocínio fantasma, enquanto tentam erguer um espetáculo inspirado no repertório da dupla Tião Carreiro e Pardinho.
Com texto e músicas originais de Antonio Bucca, a música sertaneja raiz interpretada ao vivo surge como fio condutor. A proposta é denunciar dinâmicas do patriarcado como machismo e violência contra a mulher, naturalizadas em letras enraizadas na memória coletiva. A direção é de Fabiano Amigucci. No elenco, Antonio Bucca, Duda Silva, Laisa Anselmi, Rian Gimenes, Victor Castioni e os músicos Diego Guirado (violão) e Márcia Morelli (viola e percussão).
Sob direção musical de Dagoberto Feliz (fundador do grupo teatral Folias, de São Paulo), a união de clássicos caipiras à trilha inédita reafirma a sonoridade autoral e a dramaturgia musical que são marcas da trupe. A preparação vocal e arranjos são de Ana Paula Mendonça e as melodias, de Ricardo Moisés. Bete Dorgam assina o treinamento de palhaçaria e a preparação corporal é de Linaldo Telles. Já Léo Bauab, responsável pelo cenário, e Isaac Ruy, pelo figurino, traduzem nas visualidades a estética da escassez e do improviso das praças.











